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Navegabilidade do Rio Guadiana
O Guadiana foi uma das principais rotas de navegação do sul da Península, e por isso, desde o neolítico foi lugar privilegiado para a fixação de populações.
Mais recentemente, permitiu entre 1858 e 1965, o escoamento do minério proveniente das minas de São Domingos. Com o fim da exploração mineira, e cessando a navegação comercial regular, a navegabilidade do rio perdeu importância, tendo deixado de ser efetuada a manutenção do canal, ocorrendo assim ao longo dos anos sedimentação e alteração dos fundos.
Não obstante, desde finais da década de 80 que este rio, navegável até Mértola, tem vindo a constituir-se como um atrativo turístico, verificando-se um crescente aumento do tráfego de embarcações turísticas e de recreio e, consequentemente, das atividades marítimo-turísticas na região. Todavia, não estando então reunidas as condições consideradas necessárias a uma navegação segura, teria de se proceder ao desassoreamento do canal navegável, assinalá-lo convenientemente e produzir a cartografia náutica correspondente. Assim, as autoridades portuguesas e espanholas prepararam projetos no sentido de tornar de novo navegável um rio de enorme importância para Portugal e Espanha.
Nestes termos, o restabelecimento das condições de navegabilidade no Guadiana, desde a sua foz até Mértola, foi dividido em três fases, correspondentes a três troços: